Resolvi fazer algo simples hoje: fazer um gráfico sobre as bandas que tenho arquivadas em forma de MP3 no PC. Hoje tenho praticamente 250 GB em músicas arquivadas e curadas no meu gosto pessoal: um top 100 de artistas com discografia completa, além de mais alguns pacotes de compilados de gêneros e estilos musicais.
Postei a lista completa de bandas neste post, e hoje tenho todos os álbuns de todos os artistas do meu top 100. Resolvi ver como é a distribuição por nacionalidade, e o resultado, segundo a IA, é o seguinte:
Percebe-se que o Gemini bugou neste processo e não decidiu a origem do Stereolab e do The Whitest Boy Alive, marcando-os como originários de mais de um país. Como ele lista estas bandas em mais de um país, o resultado total ultrapassa as 100 bandas iniciais.
Mesmo assim, aqui está o gráfico:
O que importa disto tudo? A música brasileira impera em meu top 100, seguida pela japonesa. Músicas em inglês predominam, com algumas músicas em francês. No geral, ao somarmos os artistas que cantam em inglês, eles superam as músicas em português.
A influência dos Estados Unidos ainda é grande: 16 bandas da minha lista vieram de lá. Do Reino Unido, mais 13. Ou seja, ainda não sou tão diversificado musicalmente no meu top 100.
Nota-se que nenhuma banda da Oceania ou da África está no meu top 100 e que, em minha vida, predominantemente escutei música que é popular no Ocidente. Certamente pessoas de outras regiões terão gráficos bem diferentes do meu. Destaco que músicas árabes, indianas, chinesas, do Leste Europeu e da Rússia também não aparecem aqui. Na América Latina, somente as brasileiras ocorrem; não tenho nenhum grande interesse por música latina, e as únicas bandas que me vêm à cabeça são algumas de rock argentino e a banda Dënver, do Chile.
No geral, acredito que o recorte mostra uma limitação de línguas faladas em minhas músicas. Só cinco: português, inglês, japonês, francês e espanhol.
Não sei se hoje gostaria de expandir muito meus gostos musicais; estou meio acomodado nas minhas influências de artistas. Mas acredito que poderia montar mais um top 100 totalmente diferente ao conhecer novas músicas existentes em nosso planeta. A diversidade existe, mas a nossa tendência é sempre ouvir os mesmos artistas, e o eixo América do Norte e Europa Ocidental influencia muito os gostos e os acessos musicais do público ocidental. Há como quebrar estas barreiras hoje com a internet, mas é um esforço que muitos não querem fazer ou não sabem como acessar e buscar novas influências musicais.