Estou escrevendo este post, irei revisá-lo por IA e subirei no GitHub usando o VS Code… tudo de um Chromebook.
Tenho este Chromebook desde 2024; foi uma aquisição que fiz por impulso para, no futuro, utilizar na escola. E te digo uma coisa: foi uma compra certeira. Usei prioritariamente agora em 2026, 8 horas por dia ligado na escola. Sou professor de educação especial e tenho o notebook ligado na minha mesa na sala de aula para preencher relatórios e buscar atividades adaptadas para meus estudantes.
Paguei 1.100 reais direto do site da SAMSUNG com uma conta institucional da universidade que garantia descontos para estudantes. O preço normal era 1.400 reais, que era o preço comum do varejo.
Ele é um Chromebook SAMSUNG 4, 4 GB de RAM, 64 GB de memória de armazenamento, e acho que roda um Celeron N4020, sem placa gráfica e totalmente básico. Roda o sistema operacional ChromeOS.
Sobre o hardware: fraco. Mas, dado o uso que faço dele, é mais que suficiente. 4 GB de RAM possibilitam 10 abas no Chrome ativas simultaneamente. Este é o multitarefa máximo. Além de 10, o sistema mantém as abas ali no navegador, mas não em cache. Então, se há algum dado ou login, o sistema te desloga das abas mais antigas porque não segura RAM para manter todas ligadas. Mas, clicando em uma aba inativa, ele dá um refresh e a ativa. Você pode ter muitas abas, mas nem todas funcionais simultaneamente porque a RAM é o gargalo.
64 GB de armazenamento: pode parecer estranho, mas para mim é o suficiente. Isto porque os dados que uso nele são PDF, DOC, slides, tabelas, imagens… Não lido com programas pesados e, para uso de escritório básico, é muito bom. Há uma entrada de microSD ao lado e eu coloco um cartãozinho de 32 GB só por segurança.
Acredito que, dos 64 GB internos, uns 20 GB sejam do sistema operacional, ou seja, é pouco espaço livre. Mas uso muito a nuvem do Google Drive para armazenar arquivos e gerenciar documentos. Tudo fica na nuvem e edito documentos direto nela, sem nem baixar cópias locais de dados.
Dá para baixar apps Android? Sim, a maioria dos apps e jogos funciona aqui, incluindo apps de banco e jogos. Mas nem tudo roda bem. Tentei rodar Balatro, um jogo Android que eu tenho no celular, e o hardware não se comporta muito bem. O carregamento do jogo no celular é em 30 segundos; aqui no Chrome OS, passa de 3 minutos para funcionar e tem travamentos.
Não é para jogos, definitivamente. Fiz uma partição Linux que permite instalar, via comandos bash, instaladores de jogos e programas. Testei alguns, mas demoram bastante para carregar. Muito mesmo. Comparado com um computador normal, o Chromebook leva de 5 a 10 vezes mais para carregar algo; deve ser o processador fraco e a falta de uma placa de vídeo dedicada ou integrada decente.
Então, para que um Chromebook serve? Basicamente: documentos, suíte Google Workspace, aplicativos Google (como calculadora, WhatsApp Web, MEC Livros, leitor de PDF, Google Chrome, editor de texto simples, Keep, Meet, Agenda, NotebookLM, Gmail, Gemini, Google Drive, YouTube, Google Fotos). O dispositivo quebra um galho em videochamadas: já fiz ligações e reuniões online com ele. A câmera é ruim, mas em baixa resolução na tela é imperceptível. O áudio é bom e claro.
E vale a pena? Na educação, é amplamente utilizado por alunos nas escolas. As escolas públicas em que atuei no Paraná têm centenas de Chromebooks. Ele permite acessar os aplicativos e plataformas gamificadas do estado, como Khan Academy, Matific e programação básica em cursos como Alura, oferecidos pelo governo. Também é possível acessar os apps de inglês e português (Inglês Paraná e Leia Paraná).
Para uso escolar, é suficiente para 90% do que se utiliza de forma pedagógica. Os 10% restantes ficam para computadores mais fortes da sala de informática, para rodar apps de robótica e a IDE do Arduino.
Para professores, é possível usar os sites do governo para organização e planejamento: editar aulas, atividades, provas, lançar notas, escrever relatórios, fazer cursos e videochamadas online, etc. O Google Docs permite isto e você também pode utilizar o Overleaf para editar em LaTeX online. É possível instalar o Google Docs em uma instância Linux separada ou um GIMP, mas o aplicativo web Canva já é o suficiente para a maioria das necessidades na escola. E o Canva roda muito bem, sem engasgos, por ser online.
E imprime bem: qualquer impressora moderna tem suporte. Eu posso enviar por Wi-Fi ou plugar pela USB dele e funciona. Testei em 3 impressoras diferentes lançadas há pelo menos 15 anos e funcionou perfeitamente.
Não é o ideal para programar, nem para editar vídeo e fotos, nem para jogos. Você pode dizer que então não tem muita serventia. Mas, para edição simples de documentos, visualizar PDFs, cursos online, apps web e ecossistema Google, este computador brilha. Se você só quiser ler e editar textos e tabelas, ter um teclado bom, uma câmera aceitável, um bom microfone e uma construção resistente, é o ideal.
O que gosto nele é a bateria: em brilho médio, aguenta 12h ligado. É muito mais do que qualquer notebook nessa faixa de preço. Eu levo o meu para a escola, trabalho 8h com ele ligado e ainda sobra carga. Melhor do que ele em bateria, só os computadores ARM com Snapdragon que estão se popularizando e baixando o preço ultimamente. Esses passam de 20h de autonomia de bateria, mas também custam seus 5 mil reais hoje em dia — os mais baratos —, quase 5 vezes o que paguei no Chromebook.
E quais são os problemas? Os problemas são querer utilizar este aparelho para o que ele não foi projetado. Programas pesados não rodam; mesmo particionando em Linux, nem todos os programas rodam; e jogos são totalmente sem chance.
Custando o mesmo que um celular de entrada, ele faz muito mais do que um celular de entrada. 1.100 reais, ao meu ver, foi um preço muito abaixo do que ele vale. Um computador moderno de entrada vai custar ao menos 3 vezes isso.
Só delimite seu uso. Conseguiria viver e manter todo seu fluxo de trabalho só com um navegador Chrome? Se sim, este dispositivo é para você. Não crie altas expectativas em um aparelho básico.