Tirei três dias de folga. Só que não. Se você acompanha minhas postagens no blog, perceberá que, nas últimas duas semanas, estive muito pessimista. Tudo está errado, nada funciona e não vejo objetivo em nada. Vou manter as postagens; não acho legal deletar o que foi escrito.
Pois bem, no dia 24 de agosto, tive uma crise de humor grave. Inicialmente apaguei e dormi por 24 horas seguidas. Depois, tive um acesso de alta energia e pensamentos fixos, com bastante ansiedade. Para piorar, tomei um remédio chamado risperidona para reduzir a aflição e, por volta do dia 27, tive uma depressão grave causada pelo medicamento.
Não tive pensamentos negativos, mas tive uma vontade intensa de desistência e, no geral, um peso e lentidão nos movimentos. Consegui comer e realizar funções básicas enquanto estava sozinho em casa, mas o pensamento, que estava muito rápido, tornou-se muito lento em 24 horas.
Hoje é dia 28 e a tempestade passou. Estou melhor, vim ao trabalho e estou funcional. Não estou muito interessado em muitas coisas, mas consigo realizar meu trabalho.
Com esta terceira crise em um ano, tive uma consulta com meu psiquiatra, e ele está pensando em trocar uma de minhas medicações, que não está sendo tão efetiva. Um processo de troca que pode levar até um ano, pois meu corpo já está acostumado com o remédio atual, que utilizo há 15 anos. Espero me adequar ao novo remédio e que essas crises diminuam.
Tive cerca de três crises por ano nos últimos três anos, algo que não me ocorria antes desse período. Mas, agora, estou bem. Bem entre aspas, pois ainda falta muito para voltar à minha condição de meses atrás.
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