Hoje encontrei minha “alma gêmea” na escola. Na real, um professor que usa celular o tanto quanto eu, ou melhor, menos que eu! Eu uso em média 30 a 40 minutos diários no meu celular em um dia normal. Uso o que eu considerava pouco, até conhecer este professor hoje.
Minha bateria eu travo o carregamento em 80% máximo para prolongar a vida útil dela e longevidade. Então eu considero saudável para colocar no celular quando chega em 20%. Estes 60% eu levo normalmente 1 dia e meio para gastar, o tempo todo em standby.
Uso o celular para coisas bem básicas, não navego no YouTube, não tenho joguinhos, não tenho redes sociais. Uso o aplicativo para bater registro de ponto da escola, outro aplicativo com os currículos estaduais, o meu relógio como despertador e para sinalizar quando preciso tomar remédios, o app do banco para Pix basicamente... e também uso o navegador para coisas muito rápidas. E-mail e Drive eu uso só para checar se tenho algo novo, mas responder e-mail e organizar meu Drive eu faço no PC.
30 a 40 minutos, e eu achava que gastava pouco a bateria. Uso basicamente para dar uma checada no WhatsApp, verifico umas 5x de manhã e 5x à tarde. Não sou o tipo de pessoa que tira o celular do bolso em uma fila ou em consultório para “escapar do tédio”. Normalmente estou pensando sozinho e sem muletas, sei organizar meu pensamento em momentos de tédio, não preciso de celulares para me dessensibilizar da realidade.
Na escola, o professor em questão tem um celular de uns 10 anos pelo que pude observar, era um topo de linha de 2015-2016, parece aquele Samsung Edge/Samsung Note de 2015 pelo que pude ver. Ele disse que não usa muito o aparelho e que a bateria já não suporta muito, que já trocou a bateria algumas vezes, mas que ela suporta de 2 a 3 dias porque ele disse que nestes 3 dias deve usar mesmo o celular por menos de uma hora.
Falando com ele percebi que temos hábitos de consumo parecidos. Usando o celular na NECESSIDADE, e não na VONTADE. Achei bem interessante falar com ele e saber que há pessoas que estão mais conectadas com o real do que com um aparelho no bolso.
Perguntei para ele: por que usa pouco? E ele disse que prefere o computador. É mais rápido, tela maior e faz mais coisas. A mesma resposta que eu daria. Ele deve ter uns 50 e poucos anos, então é de uma geração acima da minha, mas acredito que o computador para nós que crescemos nos anos 80 e 90 ainda é mais cômodo que o celular. Eu mesmo, se estou sem um computador e preciso enviar um anexo por e-mail, ou escrever um texto grande na telinha, me bato todo e levo 5x mais tempo do que com um notebook.
Hoje uso como obrigação mesmo, não vejo uma vida sem celular, principalmente porque CNH, Identidade, gov.br, assinatura digital, leitor de PDF, foto, áudio... tudo está na palma da mão. Não uso nenhum streaming e nenhuma rede social, prefiro ouvir música e assistir a vídeos no PC com meu banco de dados pessoal de mídia. Mas entendo perfeitamente como é ser sugado pelo celular, houve épocas de minha vida em que ficava de 4 a 5h diárias no aparelho. Hoje não consigo mais, são 30 minutinhos, no máximo 1 hora por dia em dias com muita resolução de problemas no Whats.
Legal saber que não sou o único que fica olhando para o teto na sala dos professores, nos consultórios, nas filas, no ônibus... matutando sobre a vida e meus problemas para resolver... tomando meu copinho de água e pensando sobre o conteúdo do meu próximo post de blog.
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