Pinturas: não sou entendido de arte, mas algumas realmente nos tocam. Mesmo impressas em um livro, em uma imagem na pesquisa online ou como um símbolo para você. Tive o prazer de visitar alguns museus em minha breve vida e tive contato com vários quadros incríveis. Aqui listo o meu top 7 — as sete reações de "WOW!!" que tive em museus pelo mundo.
Este quadro emblemático dos retirantes sempre me era mostrado nas aulas de Arte na escola. Os Retirantes é fruto de uma visão humanizada de Portinari sobre os problemas sociais e as aflições do povo brasileiro. É simplesmente uma das obras que impressionam pelo tamanho e pela profundidade. Lembro que no MASP dei mais valor a ela do que ao Botticelli que eles têm por lá. Para mim, Os Retirantes foi o ápice da minha visita ao MASP em 2007.
Uma exposição só com quadros da Tarsila do Amaral, originais, em 2008, quando eu morei em São Paulo para fazer um estágio. Bom, sobre a Tarsila não preciso nem comentar. Acho as cores fabulosas demais, os degradês, as composições e os detalhes da geometria, fora a sua importância entre os modernistas, que é absurda. A exposição fazia fila para entrar e foi uma das obras de arte brasileira que mais me impressionaram.
Em 2008 completavam-se 100 anos da imigração japonesa no Brasil, e o Museu Imperial do Japão trouxe para o MON, em Curitiba, uma série de obras da cultura japonesa para apreciação. Entre elas, vários exemplares de xilogravuras de Hokusai. As Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji é seu maior trabalho: 36 quadros ukiyo-e, incluindo entre eles A Grande Onda de Kanagawa e o Fuji Vermelho, meus favoritos. Xilogravuras são produzidas em massa, não são um exemplar único, mas mesmo assim achei o contato com estes “originais do Museu Imperial do Japão” fabuloso.
Você sabia que O Grito tem 4 versões? Vi duas delas no Museu Munch e a mais famosa na Galeria Nacional de Oslo. Inicialmente vi na Galeria Nacional de Oslo; depois fiquei em dúvida... se O Grito está aqui, o que é que tem de bom no Museu Munch? Fui lá e tinha mais dois quadros. Perguntei no museu qual era o real e me disseram que as 3 versões eram reais e estavam em Oslo. Disseram-me também que duas já foram roubadas (em 1994 e 2004), mas já haviam retornado ao museu.
O Museu Van Gogh é absurdo. Eu achava que encontraria A Noite Estrelada lá, mas este quadro está no MoMA, em Nova York. No entanto, o restante da obra do pintor está quase completo no Museu Van Gogh. Os quadros que mais me marcaram foram Os Girassóis (e uma série extensa de quadros florais dele, incluindo Amendoeira em Flor), O Quarto (acho que existem 3 versões deste quadro, com pequenas diferenças entre elas; uma delas estava no museu), as recriações de pinturas ukiyo-e japonesas chamadas Japonaiserie, A Ponte sob a Chuva (original de Hiroshige) e dois autorretratos dele: um com chapéu, mais novo, e o icônico quadro pós-corte da orelha, com o pintor mais velho.
Esta aqui é surpreendente, principalmente porque você não está esperando por ela. Você está andando por salas centenárias, observando obras magníficas e, de repente, em uma sala pequena, você entra, olha para o lado e lá está A Escola de Atenas!! Foi uma das maiores surpresas que tive na vida. É simplesmente um dos afrescos que eu sempre quis ver, e ao vivo a sensação é outra. Estar no mesmo ambiente em que foi pintada, pensar em quantas pessoas passaram por ali, naquela salinha — reis, papas, pessoas importantes, famosas, pintores, artistas... E uma obra com simples 500 anos de idade, da época em que os portugueses aportavam em nosso território.
A saída do Museu do Vaticano é por uma pequena porta. Mas, quando você a abre, dá de cara com a Capela Sistina. Olha para cima e lá está A Criação de Adão. Esta obra levou 4 anos para ser pintada por Michelangelo e representa várias passagens do Gênesis ao Juízo Final Bíblico. Infelizmente não deixam você ficar muito tempo lá observando. É olhar (sem tirar fotos) e depois sair pela porta que dá para fora do Museu do Vaticano.
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